Estado do Espírito Santo


CSW/CSW

 

 RGB (255, 255, 255)

 RGB (100,180,240)

 RGB (255,174,200)

Proporção: 7 X 10



Bandeira do Estado do Espírito Santo, Decreto 16.618/47

Adoção: 24/07/1947


Desenho Modular da bandeira

 
 

O primeiro registro de um símbolo próprio para o Estado do Espírito Santo dá conta das cores azul e vermelha em uma bandeira bicolor partida em dois na vertical.

O primeiro registro destas cores ocorrem em galhardetes ditos de registro, que indicavam a província de origem dos navios mercantes brasileiros, tal informação consta do álbum da Marinha francesa “Pavillons”, de 1858 (Album des pavillons, guidons et flammes de toutes les puissances maritimes).Esses galhardetes tinham a forma retangular, aproximadamente 1:16 e eram confeccionados de simples padrões geométricos representando bandeiras de sinal, lembrando muito as atuais flâmulas de Fim-de-Comissão que são hasteadas no tope do mastro principal navios.

  

Em algum momento tais bandeiras passaram a ser adotadas, extra-oficialmente, como bandeiras provinciais, ganhando proporções semelhantes às da bandeira imperial, tal discussão, se as províncias do Império tinham bandeiras especiais, perdura até hoje aberta, fato é que no Museu Histórico Nacional constam quinze bandeiras numeradas de número 36 até 50 da Coleção de Carlos Piquet com a rubrica “bandeiras das antigas províncias do Império”, hoje na reserva técnica daquela instituição.

Clóvis Ribeiro na sua obra “Brazões e Bandeiras do Brasil” explica que tais bandeiras eram na verdade hasteadas no Morro do Castelo (Centro do Rio de Janeiro) quando entrava na barra da Baía de Guanabara em navio proveniente da província de origem; diversos argumentos podem desfazer essa idéia, é improvável que tais bandeiras tenham guardado única e exclusivamente essa função, tendo em vista que muitas chegaram ao período republicano.

É de se notar que, quase certamente, tais bandeiras tenham sido extra-oficialmente adotadas nas províncias de origem como símbolos particulares das mesmas, senão não teriam resistido até os nossos dias e se transformado no embrião de muitas bandeiras estaduais, vedação legal alguma havia no tempo do Império para tal, pois, a despeito de centralismo, era permitida a existência de bandeiras locais e até estimulada pelo poder público, exemplo clássico disto é a cidade de Santos, cujo estandarte e reproduzido em diversas obras históricas.  

Por outro lado, no caso do Espírito Santo, esta bandeira instalada no posto semafórico do Monte Moreno ( que constava do disco central do antigo selo do Estado) nas cores vermelha e azul, aos navios que se aproximavam costa capixaba a entrada do Porto da província.

Esta bandeira, parece, foi usada como bandeira não oficial do Estado, sendo registrada nas famosas estampas dos sabonetes Eucalol ainda nos anos 30.

Existe menção contudo, de que, ainda em 1909 foi adotada extraoficialmente a bandeira atual, que teria sido criada em 1908 pelo então Presidente do Estado Jerônimo Monteiro, estabelecendo o azul e o rosa como cores oficiais em 7 de setembro de 1909. 

A frase "TRABALHA E CONFIA" que consta das Armas e do Selo do Estado, segundo alguns historiadores somente foi acrescentada na bandeira em 1947, por ocasião da oficialização da mesma, assim a bandeira não-oficial do Espírito Santo poderia ser como na figura ao lado.

 De toda sorte, tal bandeira só foi oficializada após o fim do período da bandeira única (1937-1946), onde  todas as bandeiras estaduais foram banidas, já com a frase "TRABALHA E CONFIA" incluída.

Atualmente a bandeira do Estado  encontra-se regulamentada pelo Decreto n. 16.618 de 24 de julho de 1947 dispõe sobre os símbolos do Estado, o anexo de tal decreto  determina uma modulação da bandeira da qual se pode extrair as proporções supra elencadas.

As cores da bandeira seriam as mesmas das vestes da imagem de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da capital do Estado, a cidade de Vitória. Somente após a bandeira ser oficializada, a imagem de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado, passou a figurar com as vestes azul e rosa

Conforme diz o Decreto instituidor da bandeira, ao centro da  faixa branca da bandeira, à distância de um módulo e meio das faixas consecutivas, consta o dístico em forma de arco, em letras azuis,  com a frase "TRABALHA E CONFIA", que tem por fonte o ensinamento de Santo Inácio de Loyola, criador da Companhia de Jesus, o dístico completo seria: "Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus."  

As cores  da bandeira possuem ainda um segundo significado, segundo outros historiadores:

 

Azul Celeste: Representaria a cor do céu do Estado

Branco: Representa a pureza do Divino Espírito Santo e seu símbolo, a pomba branca

Rosa: Representa o colorido comum nas tardes de verão capixabas, quando a luz vermelha do sol é misturada com as nuvens do horizonte. 

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