Estado do Acre


CSW/***

 RGB (255, 0, 0)

RGB (255, 240,0)

RGB (34, 177, 76)

Proporção: 1,13 x 1,61



Bandeira do Estado do Acre, Lei estadual 1.170/95

Adoção: 22.12.1995


***/CSW

RGB (255, 0, 0)

RGB (255, 240,0)

RGB (34, 177, 76)

Proporção: 0,35 X 0,50



Bandeira Naval do Acre, Lei estadual 1.170/95

Adoção: 22.12.1995


Desenho Modular da bandeira

 
 

Até o final do século XIX, a região onde se encontra o estado do Acre era habitada por indígenas e pertencia à Bolívia e a bandeira ao lado tremulava onde hoje se situa o território acreano. Com o ciclo da borracha, e uma forte seca que assolou o nordeste do país, trouxe os primeiros imigrantes, os chamados soldados da borracha, oriundos principalmente do Ceará, que abriram os seringais, ocupando frentes criando no Acre boliviano, uma realidade distinta da boliviana, estimulada pelos atrativos econômicos da borracha.

Apesar de o território acreano pertencer à Bolívia, a chegada dos imigrantes fez com que a maioria da população se constituísse de brasileiros, que não obedeciam à autoridade boliviana e exigiam a anexação do território ao Brasil, tendo criado, na prática, um território independente. Assim o fato de outra bandeira (a da Bolívia) ter sido hasteada no Acre diante dos brasileiros que lá moravam, provocou um sentimento de libertação intenso.

    

Em 1899, na tentativa de assegurar o domínio da área, o governo boliviano instituiu a cobrança de impostos e fundou a cidade de Puerto Alonso (hoje Porto Acre). Os brasileiros revoltaram-se com a decisão, e vários conflitos se sucederam. O jornalista espanhol Luiz Galvez Rodrigues de Arias foi o primeiro a proclamar o Estado Independente do Acre, no levante de 1° de maio de 1889 e a dar-lhe estrutura administrativa.

 O feito despertou, no espírito nacional, a questão do Acre, tendo chamado também a atenção da imprensa estrangeira. A bandeira do primeiro Estado independente do Acre surgiu do Decreto nº 17 de 1899, assinado pelo mesmo Luiz Galvez Rodrigues de Arias, tal bandeira era dividida em dois triângulos sendo o superior verde e o inferior amarelo conforme a ilustração.

Tal bandeira não contava ainda com a estrela, adicionada posteriormente por outros revoltosos que naquele momento ainda não faziam parte da Revolução.Símbolos de paz e esperança, foi idealizado por José Plácido de Castro, que adotou o mesmo pavilhão idealizado por Dom Luiz Galvez Rodrigues de Arias, chefe da Segunda Revolução Acreana contra o domínio boliviano.

Constando de dois triângulos retângulos (um verde e outro amarelo), unidos pelas respectivas hipotenusas, constituindo no todo um quadrilátero paralelogramo de um metro e dez de altura por dois de comprimento. No triângulo retângulo amarelo, que forma a parte superior da flâmula, Plácido de Castro acrescentou-lhe apenas uma estrela de cor vermelha na diagonal amarela, por sugestão do coronel Rodrigo de Carvalho, tido como autor das últimas Revoluções Acreanas, estrela essa que simboliza o sangue dos que lutaram pela incorporação do Acre à Federação brasileira.

Epaminondas Jácome, Governador do ex-Território Federal do Acre, adotou oficialmente o símbolo criado por José Plácido de Castro, por meio do decreto de 15 de março de 1921. Tal bandeira foi confirmada com o decreto de 1º de março de 1963, um detalhe importante é que em algum momento a bandeira original da Revolução acreana teve seus triângulos invertidos resultando na bandeira atual tendo contudo mantida sua proporção de 11:20, conforme ilustração ao lado. Segundo Ribeiro (João Guilherme C., Bandeiras que contam Histórias, Rio de Janeiro:ZIT ed. 2003) possivelmente tal modificação se deveu ao período da Bandeira única, durante o regime Vargas, hipótese, contudo que entendemos pouco provável, tendo em vista que o lapso de uma década não seria suficiente para que a população esquecesse de como era seu símbolo, parecendo mais provável que tal mudança já existisse no Decreto de 1921.

Em 1995 as proporções da bandeira foram alteradas, por meio da Lei estadual 1.170/95, conforme art. 3º “ Fica determinado como tamanho oficial da Bandeira Acreana o de 1.13m de altura por 1.61m de comprimento, e a devida estrela vermelha, no vértice superior do triângulo retângulo, de 30 cm de ponta a ponta.” Permitindo a confecção da Bandeira Acreana em dimensões maiores, menores ou intermediárias, conforme as condições de uso, mantidas, entretanto, as proporções descritas.

O Estado tem ainda uma bandeira governamental nos termos da Lei estadual nº 1.173, de 22 de dezembro de 1995, que Regulamenta e define a forma e apresentação do Brasão de Armas do Estado do Acre, o Brasão de Armas do Estado pode servir de bandeira, neste caso, bandeira governamental, em pano branco do tamanho oficial da Bandeira Acreana, sendo facultado o seu uso nos prédios dos principais órgãos públicos e governamentais estaduais, seu uso, contudo é privativo de órgãos públicos estaduais, nos termos da Lei.

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